O COERENTE INCOERENTE

Um elogio que sempre me incomodou é “coerente”.
“Fulano é um grande sujeito, sempre foi muito coerente”.
É claro que é bom para uma pessoa ser chamada de coerente quando ela é honesta, boa, dedicada e solidária, e mantém os seus princípios em tudo que faz. Mas e se os princípios da pessoa não valem nada?
De que adianta ser coerente se as ideias e atitudes do sujeito não uma merda?
Um idiota é coerente quando está fazendo algo idiota.
Um pereba é coerente quando fura a bola.
Um frangueiro é coerente quando a bola passa por sua mão de alface.
Um bandeirinha vendido é coerente quando aponta impedimento do meu time.
Um tiozão é coerente quando conta pela enésima vez a piada do pavê.
Um mala sem alça é coerente quando enche o meu saco.
Um político ladrão é coerente quando esconde dinheiro na cueca.
Um deputado do Centrão é coerente quando pede um ministério em troca de votos.
Então vou logo avisando: Se quiser me elogiar, não me chame de coerente.
Até porque humorista tem mais é que ser incoerente.

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