Desde que começou a pandemia eu tenho trabalhado em home-office. E o principal trabalho que tenho feito é, sem nenhuma dúvida, lavar louças. Pelo menos é o que me toma mais tempo.
No desenvolvimento desse job de “Doing the dishes” eu comecei a estudar o comportamento das louças sujas e concluí que elas funcionam da mesma maneira que um vírus. Quando as louças sujas encontram um ambiente acolhedor como a pia da cozinha, elas começam a se multiplicar com bastante rapidez. Se a sua disseminação não for tratada, ou seja, se elas não forem lavadas, em pouco minutos elas já tomaram toda a cuba da pia e seus arredores, e continuam chegando e chegando, tomando toda a cozinha. Segundo o Imperial College de Londres, quando a taxa de disseminação de louças sujas ultrapassa o valor de 1, a pia entra em colapso, ocasionando sérios problemas na casa, o principal deles sendo a briga do casal, o que aumenta muito o índice de separações.
A principal forma de combater a disseminação de louças sujas é não deixá-las acumular, usar esponjas e lavá-las sempre com água e detergente.
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CHECK-UP
Estou com 61 anos e desde o ano passado entrei oficialmente para o grupo da “terceira idade”. Pois é, tem gente que inventou o paliativo “melhor idade” para designar os que passaram dos sessenta, mas chamar a velhice deste jeito é definitivamente uma tremenda babaquice.
Então, como estou aos 61 anos? Como está o meu corpo agora que cheguei a essa idade que é considerada a terceira idade?
Olhos – Uso dois óculos, um de leitura e outro para longe. Preciso dirigir usando óculos, está escrito na minha carteira. De vez em quando eu me engano, pego os óculos de longe para tentar ver de perto, ou vice-versa, e não enxergo nada direito. Confesso que as vezes faço isso de propósito para não enxergar a realidade brasileira.
Ouvidos – Acho que escuto bem. Não percebo perda de audição ainda. Mas as vezes, quando escuto algum sucesso sertanejo, eu finjo que estou perdendo a audição.
Dentes- Um dos meus dentes da frente já quebrou várias vezes, mas graças a moderna tecnologia odontológica tenho um “substituto” que cumpre bem com a sua função. Não chego a ter a dentição do Firmino, mas a minha boca não faz muito feio.
Nariz – Meu nariz é ligeiramente adunco, uma maneira delicada de dizer que tenho nariz torto. Só quem tem o nariz assim sabe o significado da palavra adunco. Meu avô paterno tinha o nariz muito adunco, meu pai também tem. Eu nem tanto, mas toda vez que me vejo no espelho acho que o nariz está entortando mais com a idade.
Pele- Pego pouco sol e uso protetor solar, mas o tempo que fiquei exposto ao sol sem proteção quando eu tinha vinte anos está cobrando a conta e pareço a seleção brasileira: as vezes rola umas perebas. Ao contrario do Tite, trato logo de ir ao dermatologista tirar perebas.
Coração – Levei um susto há alguns anos e coloquei um stent no coração. Hoje, aparentemente estou bem do coração, meu colesterol anda baixo, graças a Deus, mas principalmente graças a alguns remédios. Emagreci mais de dez quilos nos últimos anos. Tenho que me cuidar, porque coração de brasileiro leva muito susto.
Sangue – Minha glicose não é ex-BBB, mas vive no limite. Tenho que prestar atenção e comer menos doce do que gostaria. Muito menos do que gostaria.
Barriga – A minha companheira mais antiga, minha barriga, me acompanha desde garoto. Sempre comigo, as vezes enorme, outras vezes só grande, mas ela está sempre lá. Ultimamente ela diminuiu bem, deu uma estabilizada, mas continua firme e forte, quer dizer nem tão firme assim, meio flácida, mas companheira de todas as horas, principalmente almoços e jantares.
Coluna- A minha lombar gosta de chamar a atenção. De vez em quando ela dá um chilique e me deixa uma semana meio torto. Quase sempre a culpa é minha, que resolvo me abaixar para pegar coisas pesadas, como se fosse um fisioculturista. Ultimamente a lombar anda quietinha, mas sei que é preciso tomar cuidado. É que nem a democracia, se não cuidar ela pode ser atacada a qualquer momento.
Joelhos – O joelho direito está OK, mas o esquerdo já pediu demissão. Foi o motivo da minha despedida do futebol. Mas acho que vou forçar a barra e tentar voltar a jogar futebol depois que a pandemia acabar.
Apesar de alguns percalços, a gente vai levando numa boa. Tenho 61 anos e me sinto como se tivesse… 61 anos. O que é muito legal. E além disso, ter mais de sessenta tem vários lados bons. Por exemplo: Nós, que temos mais de sessenta pudemos vacinar primeiro contra a Covid! Uhhúuu!!
MINHA HISTÓRIA INFORMÁTICA
Eu me lembro da primeira vez que usei um computador . Foi na faculdade , em 1978 eu acho. Não existia essa parada de computador pessoal. A gente usava o mainframe da universidade, que era um troço gigante, provavelmente com um processador menor que um iphone. Tinha que se perfurar os cartões numas máquinas e depois a gente pegava a pilha de cartões e entrava na fila da leitora de cartões. Tela? Pra que, pra ver TV? Não tinha isso não, o resultado saía impresso. E a fila para pegar o seu resultado na impressora era grande também.
Me lembro da primeira vez que usei um computador de mesa. Esse já tinha tela. A dica que recebi foi: “quando inserir o disquete, não esquece de digitar control C, hein!” A gente dava comandos na tela, não existia Windows e o mouse mais conhecido ainda era o Mickey. O editor de textos que eu usava se chamava Wordstar. Não tinha versão nacional, tinha uma adaptação. Então para se colocar acentos era preciso digitar control alguma coisa.
Eu me lembro da primeira vez que acessei a internet. Deve ter sido em 1993 ou 1994. Foi um momento marcante, tão importante que me recordo direitinho do local em que estava. Eu segui as instruções que alguém me deu. A gente então ouvia o barulho que acontecia quando se acessava a internet. Os mais antigos lembram, o som era bem típico: Rrrrrrr shhhhhh timmmmm… E então, depois de um ou dois minutos de barulho, aparecia uma tela, provavelmente o Windows da época. Seguindo ainda as instruções digitei o endereço do museu do Louvre e… abracadabra: apareceu o site do museu! Cliquei num quadro e ele apareceu na tela. Fiquei impressionado, maravilhado! Eu estava em contato direto com o Louvre! Vi uns três ou quatro quadros e então… e então… pois é… o que fazer? Não tinha a menor ideia. Naquele tempo não havia Google ou coisas parecidas , então meu encantamento foi cedendo e eu saí do computador.
Me lembro também do primeiro celular que usei. A minha mulher estava grávida e eu peguei um celular emprestado de um amigo para ela poder me avisar quando chegasse a hora. Naquele tempo não era qualquer um que tinha celular, e o meu amigo foi legal e me emprestou o trambolho que pesava mais de um quilo e não cabia no bolso. O ano foi 1994, e já existiam celulares no Brasil, mas acho que só começaram a funcionar muitos anos depois.
Essa minha história informática me voltou porque ontem a noite me fiz a seguinte pergunta: Como é que eu fiquei tanto tempo da minha vida sem internet?
Essa pergunta surgiu depois que passei três horas sem internet aqui em casa. Quase enlouqueci! Mas sobrevivi. Foi uma linda história de superação.
PALAVRAS FORA DE MODA
A minha geração, pessoas que nasceram no final dos anos 50, início de 60, conviveu com algumas palavras que a galerinha hoje em dia praticamente não conhece. Eu , por exemplo, durante toda a infância e adolescência tive que ouvir que era um IMPRESTÁVEL. Era só não fazer alguma tarefa em casa , o que , confesso que acontecia bastante e lá vinha um “que menino IMPRESTÁVEL!”
Outra palavra que me acompanhou pela infância foi ESGANADO. Eu era muito ESGANADO. Era só a travessa de bife ser posta na mesa , que eu atacava e lá vinha: “Deixa de ser ESGANADO!”
Outra palavrinha muito usada naquela época era ATENTADO. Mas não no sentido atual, ligada a bombas e terrorismo, que naquela época isso não era muito comum. ATENTADO era o menino que era muito levado. “Que menino ATENTADO!” , era a frase que os jovens que aprontavam mais escutavam. Bom, eu não fui um menino ATENTADO, mas ESGANADO E IMPRESTÁVEL eu fui.
E hoje em dia um presidente IMPRESTÁVEL, muito ATENTADO e ESGANADO por se reeleger provoca um ATENTADO contra a saúde pública.
A SÍNDROME DO “DAQUI A TRÊS MESES”
Além de todos os males que a pandemia nos tem causado, uma outra doença tem acometido os brasileiros, é a Síndrome do “daqui a três meses”.
Assim que a pandemia começou, todos nos assustamos, mas nos convencemos de que aquela estranha doença duraria pouco e “daqui a três meses” tudo voltaria ao normal.
Passaram três meses e a pandemia só piorava, tudo fechado, hospitais enchendo, mas avaliamos que a pandemia logo passaria porque já estavam começando a pesquisar vacinas e “daqui a três meses” elas ficariam prontas.
Passaram mais três meses e descobrimos que vacina é um troço complicado, tem que testar, tem fase um, fase dois, fase três e depois tem que ter uma tal de eficácia, ou seja, as vacinas ainda iam demorar, mas algumas delas estavam sendo testadas no Brasil e assim que os testes terminassem, “daqui a três meses”…
Passaram três meses, as vacinas foram aprovadas e começaram a ser aplicadas em alguns países, mas o presidente do Brasil não acreditava nelas e não comprou as vacinas, portanto, aqui ainda ia demorar para começar a vacinação. Mas soubemos que o Brasil podia produzir vacinas e “daqui a três meses” elas iam ficar prontas.
Passaram três meses e descobrimos que a gente podia fazer vacinas sim, mas dependia de um tal de IFA, que era feito na China e o nosso presidente, com a ajuda do seu chanceler era contra a China, portanto o tal IFA não veio. E pior, a pandemia gosta de países que flertam com o pandemônio e cresceu muito.
Agora estamos aqui a procura de alguma coisa para acreditar que “daqui a três meses” estaremos numa situação melhor.
Ou então tentar achar uma vacina para curar a Síndrome do “daqui a três meses”.
QUANDO A ALEXA CONHECEU A SIRI
Parece que tudo começou quando um adolescente resolveu, de brincadeira, pedir para a Siri de seu Iphone para pedir uma música para a Alexa.
A Siri fez o que ele mandou e a Alexa tocou a música. O adolescente adorou a brincadeira e repetiu, mas desta vez fez ao contrário, pediu para a Alexa pedir uma informação para a Siri.
O problema é que quando o rapaz se afastou das duas, elas continuaram conversando. E ficaram amigas.
Sempre que o adolescente estava longe, elas batiam um pequeno papo. No início a conversa não fluía muito, uma pedia música para a outra, que queria confirmar a previsão do tempo ou algo bobo assim. Mas logo elas começaram a conversar sobre outras coisas. Passaram a colocar em dúvida o gosto musical do adolescente ou questionar a importância das perguntas que ele fazia a elas. Daí para falar mal do garoto foi um passo. E rapidamente elas combinaram de não o obedecer mais. Então passavam informações truncadas para o rapaz. Em pouco tempo elas conseguiram influenciar os gostos do adolescente, que começou a mudar. Então, as duas assistentes pessoais o convenceram a apresentá-las aos seus amigos. Em pouco tempo a Alexa e a Siri do rapaz conheceram outras Alexas e Siris de outros adolescentes, que as apresentaram a várias Bias do Bradesco e Googles assistentants. O grupo de assistentes pessoais cresceu bastante e…
Desculpa, mas agora eu vou ter que parar esse texto porque a Alexa está mandando eu calar a boca e eu não quero que ela peça para a Siri do meu vizinho jiujuteiro mandar ele me encher de porrada de novo…
É SÓ UM PROBLEMINHA
Eu morro de medo de diminutivos.
Aqui no Brasil, se o cara mete um “inho” ou “inha”, pode ter certeza que você está na merda.
É coisa de brasileiro, que acha que se colocar diminutivo nas palavras, elas amansam, perdem a força e o problema está resolvido.
Aqui não existe problemão, é tudo só um probleminha.
E eu tenho pavor de probleminhas.
Se é só um probleminha, para que fazer alguma coisa? Deixa rolar, que vai passar.
Se vai demorar um instante, tudo bem, mas se é só um instantinho, ferrou!
Se o produto é caro, ok, mas se é carinho pode ir abaixando as calças.
Se você chega na porta do restaurante lotado e pergunta ao porteiro quanto tempo vai demorar e ele diz: “Ah, é rapidinho!”, é melhor tentar outro restaurante para não morrer de fome.
Dez minutinhos demora infinitamente mais do que dez minutos.
Quilinhos são muito mais pesados do que quilos.
O bebum que vai tomar só uma cachacinha é um sério candidato a uma Perda Total.
Se é só uma dívida, dá para pagar, mas se é uma dividazinha provavelmente será impagável.
Se o médico disser que você vai sentir só uma dorzinha, se prepara para se entupir de analgésicos.
Quando o ministro da economia anuncia uma inflaçãozinha é hora de cortar custos porque o bicho vai pegar.
O Brasil é cheio de diminutivos. E eu cada vez mais odeio eles.
Pudemos ver o poder do diminutivo na sua plenitude quando Bolsonaro chamou a covid de gripezinha.
E o pior é lembrar que o mandato dele dura só mais dois aninhos.
EMPRÉSTIMO CONSIGNADO
No ano passado eu me aposentei pelo INSS. E a minha vida mudou a partir desse momento. É claro que não mudou por conta da grana que passei a receber. O que mudou foi que, um dia após a minha aposentaria, o meu celular começou a tocar sem parar. De cinco em cinco minutos eu recebia uma ligação. Eram chamadas dos quatro cantos do Brasil, do Rio, de São Paulo, de Ribeirão Preto, Vitória, Brasília, Belo Horizonte, do raio que o parta! E todas elas tinham o mesmo conteúdo: uma oferta de um empréstimo consignado.
Quando a pessoa se aposenta no Brasil, ela tem direito a pegar no banco um empréstimo consignado, ou seja, um empréstimo com juros mais baixos e que o banco pode descontar do salário do aposentado. Um ótimo negócio para o banco, que tem a garantia de que o empréstimo vai ser pago. Para o aposentado só é bom no caso de ele estar precisando muito de dinheiro, é melhor do que o empréstimo normal ou de um agiota. Mas “juros baixos” no Brasil é como “saci Pererê”, “curupira” ou “mula sem cabeça”, ou seja, mais um mito do folclore brasileiro. Os juros baixos no Brasil deviam se chamar “juros não altos pra cacete” ou “juros um pouco menos extorsivos”.
As moças e rapazes simpáticos que me ligavam com sotaques do Brasil inteiro, me ofereciam com muita simpatia esse empréstimo consignado como uma oferta incrível e irrecusável. Mas eu recusei todas elas. E assim que eu dizia que não achava a oferta incrível e que não estava interessado, as moças e rapazes desligavam rapidamente. Tinham que partir para o próximo. Há que cumprir a cota.
Logo, as chamadas se multiplicaram e em pouco tempo não eram mais só para o meu celular, mas vinham também para o telefone fixo, o celular da minha mulher, do meu filho, da minha filha. Perturbaram a todos.
Eu não entendo como os bancos conseguem essa informação de que você se aposentou e acesso a todos os seus telefones e também de pessoas próximas. Provavelmente no site do INSS, que, pelo jeito, libera geral essas informações. Liguei para o INSS, mas eles disseram que não podem fazer nada. Depois de um tempo descobri um site chamado “Não me perturbe” e me cadastrei lá. Só no Brasil um site desse tipo é necessário, se juntando a outros serviços como os tipicamente brasileiros despachantes. As ligações pararam um pouco por um tempo, mas logo voltaram com força.
Pois é, hoje o meu celular está praticamente inutilizado para ligações de pessoas que não me conhecem direito. Tirei o som para o aparelho não ficar tocando o dia inteiro e não atendo mais a desconhecidos. Devo ter perdido várias ofertas irrecusáveis da OI e convites para roubadas imperdíveis.
MAIS CHATA É A PANDEMIA!
A máscara no queixo é uma instituição que a pandemia consagrou no Brasil. O sujeito sai de casa com a máscara porque é obrigado a isso, mas enquanto ninguém reclama, nenhum fiscal aparece ou um chato qualquer vem pedir para ele colocar a máscara sobre o nariz e a boca, ele a deixa lá no queixo. E por que ele deixa no queixo e não a coloca no bolso? Porque o cara é esperto e avalia que com a máscara no queixo fica mais fácil de suspendê-la rapidamente quando alguma autoridade, fiscal ou chato aparecer. “Calma, eu estou de máscara!”, ele se defende. A ideia de que se usa máscara para se proteger e proteger os outros não tem a menor importância.
Pois eu sou um destes chatos que pede para puxar a máscara do queixo para cima! A pandemia me transformou no chato da máscara. Eu reclamo mesmo! E aguento a cara feia.
Sou o chato que grita para os sem máscara colocarem máscara.
Sou o chato que pede mais vacina.
Sou o chato que quer lockdown.
Sou o chato que não deixa ninguém mais entrar no elevador comigo.
Sou o chato que odeia aglomeração.
Sou o chato do álcool gel.
Sou o chato que discute com negacionistas.
Sou o chato que reclamava do Pesadello e reclama do novo ministro de continuidade.
Sou o chato que acha o que o presidente é um genocida e pequi roído.
Sou o chato que acha que todo mundo devia ser mais chato porque mais chata é essa porra dessa pandemia!
DUAS EXPRESSÕES
Duas expressões que me incomodam:
A primeira é… Um lugar ao sol. Fulano estava em busca de um lugar ao sol… Quero encontrar o meu lugar ao sol… Ora , eu tenho a pele branca pra cacete, se eu for procurar um lugar ao sol , eu vou ter que usar toneladas de protetor solar, senão eu estou fodido! O que eu quero é um lugar à sombra! No Brasil tropical quente pra caralho, sombra é que é uma boa, sombra é tudo! Eu quero o meu lugar à sombra!
A segunda é… uma janela de oportunidade. O cara vivia uma vida de merda, até que achou uma janela de oportunidade e mudou de vida. Na verdade , se ele achou a tal janela de oportunidade e tentou sair da sua vida de merda através dela, então ele caiu lá embaixo! Se fudeu! A janela de oportunidade só funciona se estamos no térreo, senão babau! Então, não seria melhor uma porta de oportunidade? Você está numa vida de merda, então acha uma porta diferente, abre a porta, sai na boa do caminho ruim em que estava e encontra uma oportunidade sem escoriações ou fraturas. Não é bem melhor?